Entrevista da Athenagro sobre a exclusão do Brasil da lista de exportação para a União Europeia

A exclusão do Brasil da lista da União Europeia de países com conformidade reconhecida para exportação de proteínas animais não deve ser interpretada como um embargo imediato.

A decisão está mais relacionada à exigência de comprovação documental e rastreabilidade do sistema produtivo do que à existência comprovada de risco sanitário nas carnes brasileiras.

A União Europeia passou a exigir equivalência regulatória completa sobre o uso de antimicrobianos, incluindo controle veterinário, monitoramento e registros ao longo de toda a vida produtiva dos animais.

Existe forte componente político e comercial na decisão. Produtores rurais europeus — especialmente franceses — pressionam por regras mais rígidas para limitar a competitividade das proteínas do Mercosul no mercado europeu.

A discussão ocorre em paralelo ao avanço do acordo Mercosul–União Europeia e que questões sanitárias acabam funcionando, na prática, como barreiras não tarifárias. Nesse contexto, o caso da monensina e de outros ionóforos ganhou destaque porque a própria Europa continua permitindo determinados usos internos, enquanto cobra comprovações muito mais rigorosas dos exportadores.

Ainda assim, o impacto econômico imediato tende a ser limitado para o Brasil. A União Europeia representa hoje parcela relativamente menor das exportações brasileiras de proteína animal quando comparada a mercados como China, Estados Unidos Oriente Médio e outros países do Sudeste Asiático.

Sendo assim, não há um risco de colapso comercial no curto prazo, embora haja necessidade de contornar essa iminente restrição, prevista para começar em setembro.

Assista a entrevista da CNN com o diretor da Athenagro.

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