Anualmente, a Athenagro atualiza e envia aos seus clientes um relatório que analisa as discrepâncias entre diferentes fontes de informação sobre as pastagens no Brasil.
O objetivo é esclarecer, de forma técnica e fundamentada, as divergências entre a realidade observada na evolução das pastagens e os dados divulgados pelo MapBiomas — atualmente, a fonte mais utilizada nesse tema.
À primeira vista, pode soar pretensioso falar em “realidade” em contraposição a dados produzidos por diversas equipes de pesquisadores. Parece… mas não é.
Essa realidade, conforme nossa leitura, é amparada por todos os Censos Agropecuários realizados ao longo das décadas, bem como por um conjunto robusto de indicadores técnicos e zootécnicos que refletem o crescimento dos mercados associados à pecuária: nutrição, saúde animal, genética, carne bovina, leite, infraestrutura, sementes, entre outros.
Como esclarecemos em 2020 — ano em que tornamos pública nossa primeira análise crítica —, o propósito nunca foi o de contestar por contestar, mas sim o de estimular um debate transparente e construtivo, que possa contribuir para o aprimoramento das metodologias utilizadas pelo MapBiomas, caso essa seja a intenção de seus responsáveis.
Independentemente dos méritos e das discussões metodológicas, o fato é que o MapBiomas ainda não conseguiu identificar integralmente a área de pastagens existente nas décadas de 1980 e 1990, entre outros pontos que não serão tratados aqui.
O relatório mencionado é um dos três materiais específicos sobre pastagens disponibilizados aos clientes de consultoria permanente da Athenagro. É também o único compartilhado com instituições de pesquisa, em razão da importância que atribuímos ao fortalecimento das bases de dados sobre a pecuária brasileira.
Com a proximidade da COP, decidimos gravar um vídeo resumindo os principais pontos do relatório. O vídeo, com cerca de dez minutos de duração, pode parecer extenso — mas é consideravelmente mais conciso que o relatório completo, enviado em outubro, que totaliza 101 páginas.
